segunda-feira, 4 de abril de 2011

Perdoado.




De andar letárgico entre os campos da estiagem,
Sem chuva torrencial na alma,
Lava a roupa pra vida de amanhã,
Despido de sol nessa imensa viajem.

É só, mas nunca só em complexidade,
É limpo, mas os pés sujos pelo andar da viajem,
Sendo lavado pelo amor que cobre o pecado,
Andado sempre como quem não está aqui de verdade.

Perdoado, afortunado pelo imenso sacrifício,
Bem aventurado, pelo filho que o tomou do laçado,
Que o limpou da viajem,
Que o tirou do peso eterno do extenuante oficio.

Cantando pro luto “Não mais me enlutaste”,
Assoprando a ferida do mundo,
Arrastando ao Eterno muitos,
Pelo sal que se tornou quando se entregaste.

É luz que não sabe que é,
Na vida que da vida abraçaste,
No perdão que sempre o alcançaste,
Do Eterno que sempre o amaste.


Thiago Mendes

Obrigado Jesus pelo perdão sempre presente, pelo amor nunca ausente, obrigado.