quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acordar



Acordei daquele lado oposto da dor,
distante do lado subversivo do medo,
longe dos acordes melancólicos do pavor
bem perto do que se chama “amor sem fardo”.

Acordei numa distancia eterna das distancias dos seres,
de braços com o que se chama “laços do desejo”.
Respirei fundo as funduras dos reais prazeres,
Admiti a dor essencial humana no peito/segredo.

Acordei para acordar a alma para os mundos distintos de Deus,
assimilei a alva como que dança valsa nos salões eternos.
De susto despertei e com graça matei os desesperos teus,
de súbito percebi que só me vejo nos reflexos de teus olhos ternos.

Thiago Mendes

Um comentário:

  1. Mano,

    Declaração de amor ao transcendente.
    Putz amei.

    abraços reverentes

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