quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acordar



Acordei daquele lado oposto da dor,
distante do lado subversivo do medo,
longe dos acordes melancólicos do pavor
bem perto do que se chama “amor sem fardo”.

Acordei numa distancia eterna das distancias dos seres,
de braços com o que se chama “laços do desejo”.
Respirei fundo as funduras dos reais prazeres,
Admiti a dor essencial humana no peito/segredo.

Acordei para acordar a alma para os mundos distintos de Deus,
assimilei a alva como que dança valsa nos salões eternos.
De susto despertei e com graça matei os desesperos teus,
de súbito percebi que só me vejo nos reflexos de teus olhos ternos.

Thiago Mendes

Crucificação/Redenção



Deus, doçura que me salva, e seduz a alma
conduz o desesperado ao descanso sem fardo.
Completa a alma de vida/amor e calma.

Deus, morto numa cruz, está consumado,
o apocalipse invade a alma, e ela se completa.
Neste fato, mundo concluído/acabado.

Deus, me surpreendes quando me apresentas
Tanta gente boa com brilho de eternidade nos olhos.
Me consome de alegria essas presenças.

Deus,

Eternidade.

Thiago Mendes

Corpo



O pão carne viva que comemos,
adentra o corpo sereno,
e como nada sabemos
somos renovados por inteiro.

E o vinho sangue vivo que bebemos,
nos trasborda por inteiro.
E desse corpo feito somos,
parte do Reino sereno.

Thiago Mendes