domingo, 27 de junho de 2010

Campos verdes





Há milhas de tempos perdidos em falsos caminhos,
particularmente recente em mente renovada em campos verdes desta graça.
Sinto que me perder nesta possibilidade de voltar a viver e sonhar,
é encher o mundo novamente de mágica encantadora e graça.
E as antigas sombras se afastam...

Thiago Mendes

Dor quase desfeita




O coração vai nessa via perfeita,
feito de dor em paz, aflição e desejo
vida em meio a dor quase desfeita,
encontrado-se Nele e Nele se perdendo.


Thiago Mendes

O eterno no temporal




O eterno, vasto e perfeito,
traz o seu perfume num tato.
Exprimo a força profunda de meu espírito,
e sinto o acolher de Deus como é de fato.

Abrem-se as comportas do universo nesse relato.
Estamos sós neste universo em expansão?
A mente procura no que se apoiar nesse planeta azul vasto,
Mas o profundo interior sabe e encontra o eterno no caminho do coração.

Vivendo a eternidade mesmo aqui ainda,
repousando o coração nas coisas que do alto são
que são amor, pois amor é vida
e a verdade enche o coração de graciosa devoção.

Thiago Mendes

O Vento sopra onde quer





É o silêncio do vento,
Esse vento mágico,
Não lúdico, lindo no seu encanto.
Que fala mais que a fala doce do canto.


Entregar-me a essa certeza de pertencimento,
Faz de todo lamento somente uma voz que recebe alento.
Porta sobre mim, caminho estreito onde finda o sofrimento.


Doce vento sopra onde quer, dá paz ao homem em tormento.
Dá vida a esse fluido matéria do mito, que sou eu como fora de tempo.



Thiago Mendes

Urbana-verde-planta




Nas paisagens inóspitas deste vasto planeta,
azul de doer neste brilho do sol escaldante,
pessoas envenenadas pelo vírus social,
caminham a passos rápidos como dantes.

Em mortificação antes reprovada,
hoje abrigada dentro destes coração indiferentes.
Querem encontrar a força no ignorar,
e acabam por se ignorar a si mesmo, e riem entre os dentes.

E perdem a possibilidade eterna
de perceberem o Eterno ainda na terra.
E assim seguem sem conhecer-a-si-mesmos,
em euforia culposa pós moderna.
Fricções nervosas em telas artísticas
de pintores mórbidos,
que riem sarcasticamente de toda essa gente,
que fogem ao mistério e dizem viver animados.

O que fica é tantas vozes a clamar por piedade por todos nós,
pois no intimo todos carecemos, pois todos erramos,
e andamos juntamente a cambalear esperando que aja descanso,
e aguardamos (em silencio que desmentimos), pelo salvador

Thiago Mendes