quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A vida vem do Rapaz de toda paz.





E o silêncio de morte é quebrado,
não sei se neste instante não esperado,
se na esperança do finado.

E o crepúsculo da vida é adiado,
e forrado de flores amarelas,
que não cobrem a morte delas.

E o corpo de morte vivificado,
e o homem tomado,
do significado do que se chama pecado.

E a morte não mata mais,
quem no madeiro encontrou paz,
e só se ouve a voz do rapaz:

“Tirai a pedra e vem pra fora!”


Thiago Mendes

Ouse crer e terá a vida verdadeira.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acordar



Acordei daquele lado oposto da dor,
distante do lado subversivo do medo,
longe dos acordes melancólicos do pavor
bem perto do que se chama “amor sem fardo”.

Acordei numa distancia eterna das distancias dos seres,
de braços com o que se chama “laços do desejo”.
Respirei fundo as funduras dos reais prazeres,
Admiti a dor essencial humana no peito/segredo.

Acordei para acordar a alma para os mundos distintos de Deus,
assimilei a alva como que dança valsa nos salões eternos.
De susto despertei e com graça matei os desesperos teus,
de súbito percebi que só me vejo nos reflexos de teus olhos ternos.

Thiago Mendes

Crucificação/Redenção



Deus, doçura que me salva, e seduz a alma
conduz o desesperado ao descanso sem fardo.
Completa a alma de vida/amor e calma.

Deus, morto numa cruz, está consumado,
o apocalipse invade a alma, e ela se completa.
Neste fato, mundo concluído/acabado.

Deus, me surpreendes quando me apresentas
Tanta gente boa com brilho de eternidade nos olhos.
Me consome de alegria essas presenças.

Deus,

Eternidade.

Thiago Mendes

Corpo



O pão carne viva que comemos,
adentra o corpo sereno,
e como nada sabemos
somos renovados por inteiro.

E o vinho sangue vivo que bebemos,
nos trasborda por inteiro.
E desse corpo feito somos,
parte do Reino sereno.

Thiago Mendes

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Basta




Minha dor vasta
De habitar mundo raso
De almas inumanas falas
De humanos de mundo de fadas
De raio de raios fatos
De costas de vários fardos
De planeta de cores todas
De interior de vidros foscos
De amanhecer de forças fracas
De lutas deliberadamente toscas
De decepções previsíveis tolas
De mulheres que virão dores
De sonhos visíveis socos
Minha dor vasta
Me basta

Thiago Mendes

Eternidade




Espelho no raio azul de teu sol Onipotente,
momento eterno de gratidão em minha alma.
Vastos campos verdes que nem em sonhos se pode conceber,
minha mente se perde nesta possibilidade._Alma, calma.

Tempestade esta que desfaz as entranhas do mistério,
conduzindo a revelação dos segredo dos corações.
Que toma de súbito num silencio etéreo,
lampejos fortes de lépidas emoções.

Perfeição após estas imperfeições do agora,
num instante de perplexidade que possivelmente me encontrarei,
alma que deleitar-se a, agora chora.
Falta quanto tempo ate que se desfaça esta aurora?

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado pra aqueles que o amam.”


Thiago Mendes

sábado, 24 de julho de 2010

Fênix de alma




O renascer que faz todas percepções novas neste horizonte branco,
Virgem esperando pelas pinceladas precisas de arte continua até que finde a lua,
E nós no preciso momento de novidade revelada de nós mesmos,perfeita imagem do que somos, e o que fomos entenderemos como se estende o lençol branco no universo, e clareia toda rua.

E a Fênix continua a voar...

Thiago Mendes

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Graça, inumana Graça.




Silencia-se a voz nervosamente desconfiada da oração,
inicia-se a oração profundamente sincera do coração.


E a confiança ligeiramente alegre envolve as emoções,
e a graça de amigos completamente perdoados silencia as acusações.


Tomado pela força completamente inumana do perdão,
Aquele que assim se sente inumanamente foi alcançado pela salvação.


Amem.

Thiago Mendes

domingo, 27 de junho de 2010

Campos verdes





Há milhas de tempos perdidos em falsos caminhos,
particularmente recente em mente renovada em campos verdes desta graça.
Sinto que me perder nesta possibilidade de voltar a viver e sonhar,
é encher o mundo novamente de mágica encantadora e graça.
E as antigas sombras se afastam...

Thiago Mendes

Dor quase desfeita




O coração vai nessa via perfeita,
feito de dor em paz, aflição e desejo
vida em meio a dor quase desfeita,
encontrado-se Nele e Nele se perdendo.


Thiago Mendes

O eterno no temporal




O eterno, vasto e perfeito,
traz o seu perfume num tato.
Exprimo a força profunda de meu espírito,
e sinto o acolher de Deus como é de fato.

Abrem-se as comportas do universo nesse relato.
Estamos sós neste universo em expansão?
A mente procura no que se apoiar nesse planeta azul vasto,
Mas o profundo interior sabe e encontra o eterno no caminho do coração.

Vivendo a eternidade mesmo aqui ainda,
repousando o coração nas coisas que do alto são
que são amor, pois amor é vida
e a verdade enche o coração de graciosa devoção.

Thiago Mendes

O Vento sopra onde quer





É o silêncio do vento,
Esse vento mágico,
Não lúdico, lindo no seu encanto.
Que fala mais que a fala doce do canto.


Entregar-me a essa certeza de pertencimento,
Faz de todo lamento somente uma voz que recebe alento.
Porta sobre mim, caminho estreito onde finda o sofrimento.


Doce vento sopra onde quer, dá paz ao homem em tormento.
Dá vida a esse fluido matéria do mito, que sou eu como fora de tempo.



Thiago Mendes

Urbana-verde-planta




Nas paisagens inóspitas deste vasto planeta,
azul de doer neste brilho do sol escaldante,
pessoas envenenadas pelo vírus social,
caminham a passos rápidos como dantes.

Em mortificação antes reprovada,
hoje abrigada dentro destes coração indiferentes.
Querem encontrar a força no ignorar,
e acabam por se ignorar a si mesmo, e riem entre os dentes.

E perdem a possibilidade eterna
de perceberem o Eterno ainda na terra.
E assim seguem sem conhecer-a-si-mesmos,
em euforia culposa pós moderna.
Fricções nervosas em telas artísticas
de pintores mórbidos,
que riem sarcasticamente de toda essa gente,
que fogem ao mistério e dizem viver animados.

O que fica é tantas vozes a clamar por piedade por todos nós,
pois no intimo todos carecemos, pois todos erramos,
e andamos juntamente a cambalear esperando que aja descanso,
e aguardamos (em silencio que desmentimos), pelo salvador

Thiago Mendes